Quem nunca imaginou ter “leite fraco” quando o bebê chora mesmo após longo tempo de mamada? Não. Este fato não existe. Trata-se de um MITO. Segundo o Dr. Cláudio Schvartsman, vice-presidente de ensino e pesquisa do Hospital Albert Einstein, e autor do capítulo de pediatria do livro Medicina, Mitos e Verdades (Carla Leonel), o tempo de mamada varia entre as crianças e, mesmo ao longo do dia, também pode haver variação nesta mesma criança. “Durante a permanência ao seio, muitas crianças dormem ou apresentam uma sucção não efetiva, como se estivessem usando chupetas”, esclarece o médico. Portanto, o primeiro passo é conferir se o período de uma hora ao seio está sendo, realmente, efetivo.

De uma forma geral, o leite materno em sua composição nunca é fraco. O que pode ocorrer é uma produção insuficiente de leite pela mãe em QUANTIDADE, e não em qualidade. E esta produção insuficiente pode estar relacionada a diversos fatores: sucção insuficiente do bebê (que é um dos maiores estímulos para produção do leite), falta de repouso materno, pouca ingestão de líquidos pela mãe, estresse emocional, bebê em posição inadequada para mamar, entre outros.

É importante lembrar também, que é necessário um espaço de tempo sem manipulação da mama, pois é exatamente no intervalo de cada mamada que ocorre a produção de leite. A mãe que amamenta seu bebê exageradamente, sem impor uma disciplina no horário, tem sua produção de leite prejudicada. A criança deve mamar entre 10 e 15 minutos em cada seio, sempre alternando-os.

O monitoramento do peso e da quantidade de urina que o bebê elimina reflete, objetivamente, se a quantidade de leite ingerido está sendo suficiente ou não.

O pediatra lembra ainda que o choro é o padrão de comportamento que mais chama atenção dos pais, pois causa irritabilidade e desconforto em toda família. No entanto, pode ocorrer em diversas outras situações além de fome e é importante considerar outras necessidades como frio, dor, colo (manha) etc. 

Dr. Claudio esclarece que a gripe materna não contraindica a amamentação. Os riscos de contágio ocorrem pelo contato direto mãe e filho. Aconselha-se lavar bem as mãos antes de amamentar e o uso de máscara na boca para diminuir o risco de transmissão do vírus. O leite materno é rico em anticorpos, que protege ainda mais o bebê contra o vírus da gripe, diminui a incidência de alergias alimentares, infecções digestivas e doenças respiratórias, como a bronquite asmática.

Em torno do ato de amamentar e do próprio leite materno existem certos mitos e curiosidades que precisam ser esclarecidos: é um mito dizer que leite que vaza é sinal de abundância; o fato pode estar relacionado a uma distonia do esfíncter (alteração da tonicidade dos músculos; que ao se relaxarem ou contraírem regulam a passagem do leite). Outro mito é achar que seios pequenos interferem na quantidade de leite. Ao contrário, seios muito grandes podem até dificultar a amamentação, sufocando o bebê.

Sobre a alimentação da mãe, constitui-se mais um mito acreditar que cerveja preta e canjica estimulam a formação de leite. A mãe também não precisa comer em demasia pelo fato de estar suprindo o organismo de outra pessoa. O fundamental é tomar líquidos em quantidade maior do que o habitual, como leite, sucos variados e sopas. O café ingerido em quantidade normal não é prejudicial. O álcool deve ser eliminado, porque é depressivo e tóxico, e o fumo precisa ser evitado para não poluir o habitat da criança.

O ato de amamentar também é importante para a mulher, principalmente no pós-parto. Auxilia a involução uterina (retorno do útero ao tamanho original) e ajuda a reduzir o sangramento, em volume e duração. Também é fato comprovado que a mulher que amamenta consegue que seu corpo volte ao normal mais rapidamente. Sem contar as vantagens afetivas, orgânicas e estéticas, lembrar que o leite materno tem custo zero.

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