CÂNCER INFANTIL

No Brasil são diagnosticados por ano aproximadamente 11.500 crianças e adolescentes com câncer e cerca de 70% destes pacientes possuem possibilidade de cura se diagnosticados precocemente, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), o câncer nesta parcela da população é altamente curável se comparado à doença em adultos, mas o encaminhamento do paciente a unidades de referência tardiamente influencia de maneira negativa nos resultados finais.

O câncer é uma doença no qual as células anormais (malignas) se multiplicam de maneira desordenada, podendo ocorrer em qualquer local do organismo e estender aos órgãos e tecidos adjacentes, com possibilidade de provocar outros tumores em outros locais (metástase).

Os tipos de câncer mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

Para a oncologista pediátrica e vice-presidente da SOBOPE, Teresa Fonseca, nos estádios iniciais o tratamento poderá ser menos agressivo, com menos sequelas e com melhor qualidade de vida, mas é frequente o atraso no diagnóstico. “Vários são os motivos para que isto ocorra, como a demora na procura do serviço médico pela família no início dos sintomas; o grau de suspeita da possibilidade de câncer tanto no leigo como no pediatra generalista e outros profissionais de saúde, pois os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil assemelham-se muito aos das doenças comuns da infância; e dificuldades na acessibilidade aos meios diagnósticos e ao encaminhamento adequado para centros de referência”.

 Fique alerta aos sintomas:

• Perda de peso;
• Manchas roxas, sangramento pelo corpo sem machucado;
• Vômitos acompanhados de dor de cabeça, diminuição da visão ou perda do equilíbrio;
• Caroço em qualquer parte do corpo, principalmente na barriga;
• Palidez inexplicada;
• Febre prolongada de causa não identificada;
• Crescimento do olho podendo estar acompanhado de mancha roxa no local.

Segunda causa de morte em crianças no país, só perdendo para acidentes, o câncer na criança e no adolescente é uma doença de evolução rápida, em geral. De acordo com a vice-presidente, deve ser prioritário o estabelecimento de fluxo de investigação e encaminhamento do paciente aos centros de referência regionais de forma efetiva pelos gestores do sistema de saúde para o tratamento da doença em fase inicial.

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O papel da SOBOPE, neste contexto, é de apoiar as diversas iniciativas existentes, disseminar o tema e os sintomas do câncer infantil e trabalhar cooperativamente com os diversos setores (gestores, voluntários, universidades, profissionais da área de saúde, empresas públicas e privadas) para a mudança da realidade da doença no país. Para mais informações da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) acesse o site www.sobope.org.br

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