O choque hipovolêmico é caracterizado pela falha do sistema circulatório em manter um volume adequado de sangue aos órgãos vitais. Consequentemente, a pressão arterial se torna demasiada baixa para manter a pessoa viva. É uma condição de perigo de vida que requer tratamento imediato e intensivo. Pode ser causado por uma hemorragia grave, uma perda excessiva de líquido do organismo (vômitos e diarreias intensas) ou um consumo insuficiente de líquidos. O choque pode evoluir em 3 estágios: pré-choque, choque, e disfunção de órgãos. A progressão pode culminar em falência múltipla de órgãos e morte. Por isso a importância de estar atento aos sinais característicos e encaminhar a pessoa imediatamente ao hospital para reverter o quadro.

Algumas causas do choque hipovolêmico:
• Hemorragias (interna ou externa);
• Traumas;
• Queimaduras graves;
• Desordens gastrointestinais severas: vômitos e/ou diarreia intensas;
• Perfuração da parede intestinal;
• Inflamações severas: pleurite, peritonite;
• Doença renal grave;
• Infecções graves;
• Inflamação do pâncreas: pancreatite;
• Intoxicação com diuréticos ou drogas vasodilatadoras.

Sintomas e sinais do choque hipovolêmico. Procure assistência médica imediata.
Pulso rápido, porém fraco (110 por minuto ou mais);
Respiração rápida e curta (30 ou mais respirações por minuto);
• Pressão arterial baixa (sistólica - a maior - igual ou menor do que 80 mm Hg);
• Palidez (especialmente da mucosa das pálpebras, palmas das mãos ou à volta da boca);
• Cianose (arroxeamento) de extremidades, orelhas, lábios e pontas dos dedos;
• Transpiração ou pele úmida e fria (principalmente testa e palmas das mãos);
Pupilas dilatadas;
• Taquicardia;
• Sede excessiva (pedido de água);
• Visão nublada;
• Ansiedade, confusão ou inconsciência;
• Expressão de ansiedade ou olhar indiferente profundo;
• Perda total ou parcial de consciência.

PRIMEIROS SOCORROS
1. PEÇA AJUDA. Mobilize urgentemente todo o pessoal disponível;
2. Deite a pessoa de costas: as pernas devem ficar elevadas em relação ao corpo para melhorar o retorno sanguíneo e levar o máximo de oxigênio ao cérebro;
3. Afrouxa as roupas no pescoço, peito e cintura;
4. Conserve a pessoa aquecida. Mas não a aqueça demais porque isso aumentará a circulação periférica e reduzirá o abastecimento de sangue aos centros vitais;
5. Verificar se há presença de prótese dentária, objetos ou alimento na boca e remova-os;
6. Em situações de acidente independente da pessoa estar consciente ou inconsciente, caso esteja sangrando pela boca ou nariz, deitá-la na posição lateral para evitar asfixia;
7. Se o socorro médico estiver demorando, tranquilizar a vítima, mantendo-a calma sem demonstrar apreensão quanto ao seu estado.

Em todos os casos de reconhecimento dos sinais e sintomas de estado de choque, providenciar imediatamente assistência especializada. A vítima vai necessitar de tratamento complexo que só pode ser feito por profissionais e recursos especiais para intervir nestes casos. Compartilhe notícias de saúde. Ajude a salvar vidas. 

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Fonte: Ministério da Saúde; Fundação Oswaldo Cruz;Instituto Camões; site Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel).



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