Conjuntivite quer dizer inflamação da conjuntiva, a película fina e transparente que recobre a parte frontal dos olhos e a parte interior das pálpebras. Quando ela está inflamada os vasos sanguíneos ficam mais aparentes, causando o aspecto avermelhado. Os olhos ficam irritados e dificultam a visão. Trata-se de uma das doenças oculares mais comuns, com grande potencial de transmissão entre as pessoas. De acordo com Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, existem sete tipos de conjuntivite: neonatal, infecciosa, alérgica, irritativa, química, associada a outra doença de base, e seca. 

Os principais sintomas da conjuntivite:
• Sensação de areia nos olhos;
• Sensibilidade à claridade;
• Olhos vermelhos;
• Secreção nos olhos;
• Pálpebras inchadas;

Causas da conjuntivite
• Contaminação por bactérias ou vírus. São altamente contagiosas;
• Poluição e clima seco: a concentração de poluentes no ar resseca os olhos e pode inflamar a conjuntiva. O clima seco promove a evaporação da lágrima dificultando a proteção dos olhos, que é uma de suas funções.
• Irritação causada por produtos químicos: sabonete, spray de cabelo, maquiagem, cloro de piscina, produtos de limpeza etc;
• Alergia ao pólen.

TIPOS DE CONJUNTIVITE

• Conjuntivite neonatal é a conjuntivite do recém-nascido, geralmente transmitida de mãe para filho no trabalho de parto. Neste caso, trata-se de um quadro grave e que exige tratamento urgente e rigoroso. Na maioria dos casos, a criança permanece internada até receber alta do médico oftalmologista.

 Conjuntivite infecciosa é o tipo mais comum, podendo ser causada por vírus ou bactérias.
A viral é responsável por mais de 90% dos casos de conjuntivite, tem caráter epidêmico e deve ser tratada por uma ou duas semanas, até que esteja curada definitivamente, exceto em raros casos, em que acometem a córnea.  “São causadas por vírus semelhantes aos do resfriado e da infecção de garganta”, diz o ofatlamologista Prof. Dr. Rubens Belfort Jr.. Costumam ser bilaterais (sendo um olho atacado antes do outro) e incomodam muito. Provocam intolerância à luz (fotofobia), vermelhidão do olho e dor. São mais frequentes nos meses de verão e em agrupamentos populacionais, como em piscinas e praias. Em piscinas utilizam-se substâncias que matam bactérias e alguns outros organismos que transmitem doenças, mas que são inócuas para os vírus. É transmitida pelo contato físico, manual, ou através de objetos de uso comum.

A conjuntivite não infecciosa sugere reação alérgica à poluição e à substâncias irritáveis.
Conjuntivite alérgica, geralmente está associada a manifestações como asma, eczema, rinite ou urticária, como resultado de um desequilíbrio entre agentes externos e resposta imunológica. O especialista adverte que poeira, fumaça, ar-condicionado e ambientes fechados são alguns dos elementos que podem desencadear a conjuntivite irritativa. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), este tipo de conjuntivite chega a triplicar no outono/inverno.  Grande parte das vezes, a conjuntivite alergia é causada pelos ácaros e fungos presentes nas roupas de inverno que ficaram guardadas por longo período. Portanto, pessoas alérgicas devem lavar as roupas antes de utilizá-las, como método de prevenção.

 Conjuntivite química é resultado de queimaduras da conjuntiva por ácidos ou gases que podem levar à perda da visão. Neste caso, o paciente deve lavar exaustivamente os olhos com água corrente e buscar ajuda especializada o mais rápido possível, para que não haja comprometimento permanente da visão.

 Conjuntivite associada a doença de base: doenças como gota, disfunções da tireoide, psoríase, lúpus e artrite reumatoide, entre outras, também facilitam a ocorrência de conjuntivite.

Conjuntivite tipo ‘seco’ de conjuntivite, ocorre quando o olho e a conjuntiva estão secos por conta da diminuição da quantidade de lágrima produzida pelo paciente ou ainda por conta da baixa umidade relativa do ar. Esse tipo da doença é mais comum em habitantes de grandes metrópoles ou ainda pessoas que trabalham o dia todo em ambiente com ar-condicionado.

Como diagnosticar a conjuntivite em crianças pequenas que não sabem expressar o que sentem e não apresentam sintomas aparentes?
Quando acomete crianças pequenas, incapazes de manifestar exatamente o que as incomoda, a doença exige medidas extras por parte dos oftalmologistas. De acordo com Renato Neves, em crianças e bebês, o exame da conjuntiva também deve incluir os linfonodos (responsáveis por combater a infecção). É muito importante ter ciência dos ambientes frequentados pelo paciente, sendo informado, também, se há outros relatos da doença na família ou no ambiente escolar. Em determinados casos, também é feito a cultura da lágrima para analisar a existência de bactérias e definir o tipo de antibiótico a ser prescrito.

 Como se trata a conjuntivite?
O tratamento da conjuntivite, tanto em crianças e bebês, como em adultos, depende do agente causador. Geralmente, compressas de água fria são recomendadas para aliviar a ardência e o mal-estar provocados pela irritação. Não é necessário que seja com água boricada. Basta usar água filtrada ou mineral. Também podemos orientar o paciente a usar lágrimas artificiais, soro fisiológico e determinados colírios. Não se recomenda a automedicação com colírios de corticoides. Deve-se tomar muito cuidado com os remédios aconselhados em farmácias, que, muitas vezes, causam sérios problemas oculares, inclusive a cegueira. Apenas o oftalmologista está apto para indicar o melhor tratamento.

Casos graves exigem medicação via oral em conjunto com o alívio local. O paciente infectado tem de intensificar a higiene ocular, evitar contato com outras pessoas, lavar muito bem as mãos várias vezes ao dia e usar lenços e toalhas descartáveis. Os pais devem cuidar para que as crianças não fiquem coçando os olhos durante o tratamento, evitando que elas compartilhem brinquedos com outras crianças durante os quinze dias que geralmente dura a doença.

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