COMO O CORAÇÃO REAGE A UMA FORTE EMOÇÃO?

No dia 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração. Essa parte do corpo exige atenção redobrada principalmente nos momentos de fortes emoções. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais motivadoras de mortes no mundo.

Segundo o cardiologista Prof. Dr. Bernardino Tranchesi Jr.  - autor do capítulo de cardiologia do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) - os problemas que atingem o coração podem se manifestar de várias formas, como falta de ar, dor no peito ou palpitações. Entretanto, muitas vezes, as doenças que atingem o coração podem não apresentar sintomas por um longo período. Por isso, as avaliações cardiológicas periódicas são muito importantes.

O coração reage às grandes emoções através de substâncias que são liberadas na corrente sanguínea, levando ao aumento da frequência dos batimentos cardíacos, da pressão arterial e alterações do tônus dos vasos. Caso o indivíduo tenha uma doença cardíaca assintomática (sem sintomas) uma emoção forte, seja ela boa ou ruim, pode levar à ocorrência de arritmias, à isquemia miocárdica (angina e infarto) e até à morte súbita.

Quando um indivíduo leva um susto, por exemplo, há uma grande liberação de adrenalina no corpo, que provoca o aumento da frequência cardíaca, assim como à vasoconstrição (diminuição do diâmetro) das artérias que irrigam a pele. Isso explica a taquicardia, a palidez e a pele fria.

“O aumento da frequência e da força da contração dos vasos e artérias causados pela liberação de adrenalina, causa uma maior necessidade de nutrientes e de oxigênio pelo coração. Ou seja, caso o indivíduo tenha um estreitamento das artérias do coração, ele não conseguirá suprir essa necessidade maior de energia, o que pode desencadear uma angina (dor no peito) ou até mesmo um infarto agudo do miocárdio”, explica o cardiologista Eduardo Campbell.

Fique atento aos seguintes sintomas:
• Palpitações
Tontura
• Dor no peito
• Mal-estar geral
• Ansiedade excessiva
Na constatação desses sinais, é necessário procurar atendimento médico para esclarecimento do quadro.

Todo infarto pode ser desde imperceptível ou manifestar-se como uma dor comprimida no centro do peito, podendo ou não se irradiar para os membros superiores, acompanhada de sudorese e um mal-estar intenso. Algumas vezes, os sintomas podem ser pouco característicos como, por exemplo, náuseas, mal-estar indefinido e dor no abdome ou nas costas, podendo o paciente, nesses casos, não perceber que se trata de um infarto, o que impossibilita assim, o diagnóstico do infarto na sua fase aguda. A gravidade do infarto depende de sua extensão. Quanto maior a área de infarto pior é o prognóstico, pois diminui a capacidade do coração em bombear o sangue para todo o corpo.

Recomendações
Independente do nível de estresse ou emoção que a pessoa esteja vivendo, é recomendável fazer uma consulta de rotina para ajuste das medicações para hipertensão arterial (HAS), insuficiência cardíaca, arritmias, doença arterial coronariana, entre outras. É aconselhável também não exagerar no sal, na gordura e no álcool.

As bebidas alcoólicas merecem cuidados redobrados. Em altas doses, por ser tóxico, pode enfraquecer o músculo cardíaco o que pode piorar os quadros hipertensivos, arritmias e infartos.

O cardiologista Prof. Dr. Bernardino Tranchesi Jr. aconselha uma avaliação anual, a partir dos 30 anos de idade, para quem não tem sintomas nem fatores de risco, inclusive as mulheres. Dependendo da idade, do sexo e dos fatores de riscos, esse intervalo deve ser revisto.

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