O espírito crítico e a inconformidade com a realidade são características típicas do adolescente, que exercita suas habilidades mentais recém-adquiridas na análise e questionamento de tudo o que está ao seu redor.

Diferente da criança, o adolescente já não se conforma em saber como são as coisas. Ele quer averiguar por que são assim e por que não são diferentes. Nada foge a seu olhar inquiridor. Seus pais, sua família, sua escola, as instituições, os governantes e autoridades são um alvo permanente para seu juízo e censura. Isso explica a tendência dos jovens a assumir posições dogmáticas e radicais em matéria de política e a formular opiniões relacionadas com os problemas da humanidade.

No plano intelectual, o adolescente dedica-se a aplicar suas faculdades mentais à análise e ao questionamento do mundo que o rodeia. Tentando abranger e resolver diversas perguntas ao mesmo tempo, acaba atrapalhando em suas próprias reflexões. Isso o leva a um estado de ambivalência; sente-se confuso, porém não tolera a confusão e defende-se dela com a formulação de respostas simples e taxativas às inquietudes que o perturbam. Assim se explica sua atitude vacilante entre duas tendências contraditórias: a de questionar tudo para exercer suas novas habilidades analíticas e a de procurar teorias, princípios e valores absolutos para ter vários pontos de referência que permitam a ele continuar suas explorações sem perder o rumo.

Por achar-se a ponto de culminar o processo de emancipação intelectual, o adolescente exercita todas as funções mentais próprias do adulto, ainda necessitando, porém, do apoio de elementos absolutos, tal como a criança que já pode caminhar, porém não se atreve a soltar a mão de sua mãe.

A situação emocional do adolescente
Por achar-se em um período de transformação acelerada e profunda, o adolescente experimenta uma comoção emocional que repercute em seu comportamento e com frequência acarreta situações difíceis tanto para ele como para sua família. Vejamos as principais:

O despertar para a psicossexualidade
Como consequência do amadurecimento biológico e a circulação de hormônios sexuais no organismo, o adolescente experimenta um conjunto de sensações, pensamentos, fantasias e emoções referentes à atividade sexual e sente uma forte atração pelo sexo oposto, que conhecemos por despertar da psicossexualidade.

É importante ressaltar que este despertar não afeta unicamente os órgãos reprodutores, mas também se projeta ao pensamento e à vida sentimental dos jovens. Além disso, durante a adolescência se manifestam as principais diferenças entre os sexos nos aspectos relativos às manifestações específicas da psicossexualidade.

Assim, por exemplo, o rapaz sente-se fortemente inclinado às experiências físicas do sexo, pensa no nú feminino e experimenta o sentimento de amor. Por isso o objetivo do desejo no homem pode ser qualquer mulher, mesmo que esteja enamorado de uma jovem em particular.

Na mulher, acontece o contrário. A atração sexual se manifesta em forma sentimental e se reflete em uma tendência ao romantismo, pelo que suas ilusões abrangem as manifestações de afeto, ternura e compreensão, e incluem também um lar e filhos. Além de tudo, seus desejos sexuais estão fortemente ligados ao sentimento e se dirigem à pessoa amada.

A inconsequência na autovalorização
Por ser uma transformação acelerada e profunda, a adolescência desestabiliza o jovem, que já não se sente criança, e também não se sente ainda adulto. Assim começa o processo de redefinição de sua própria imagem como consequência do processo em que a imagem existente (durante a infância) perde nitidez e se torna nublada durante um tempo, enquanto se consolida a autoimagem definitiva do adulto.

No plano emocional, esse processo dá lugar a sentimentos contraditórios que oscilam entre desanimado, sentindo-se incapaz de fazer o que tem de fazer, pelo considerar-se o mais importante, inteligente, hábil, valoroso e sábio de todos os habitantes do planeta. Esse sentimento flutuante entre os dois extremos é o que conhecemos como inconsequência na autovalorização, e explica certos problemas relativamente comuns entre os jovens, como tendência à depressão, rebeldia, suscetibilidade excessiva e vulnerabilidade à crítica.

Vale a pena ressaltar que a rebeldia é uma conduta tão frequente durante a adolescência que é considerada normal nesta fase do desenvolvimento. Isso se deve ao fato de, durante a época em que se veem a si mesmos como uma fotografia desfocada, experimentam uma necessidade irresistível de afirmar sua própria identidade, porém como ainda não tem definida sua autoimagem, só podem senti-la por meio da oposição. É como se dissessem: rebelo-me, logo existo, parafraseando o famoso princípio de Descartes. 

Certa tendência à oposição é saudável e necessária por ser um dos mecanismos que reafirmam a personalidade do jovem.

A ambivalência perante a emancipação.
Segundo o dicionário, a palavra emancipação tem sua origem no verbo latino emancipare, que significa liberar a alguém da pátria potestade, da tutela, da servidão ou de qualquer tipo de dependência. Neste caso, utilizamos a palavra para nos referir ao processo pelo qual o jovem se libera paulatinamente do controle de seus pais até alcançar a autonomia própria do adulto.

Como resultado da inconsequência na autovalorização, o adolescente tem também uma atitude vacilante diante da autonomia, conhecida como ambivalência ante a emancipação que se manifesta na presença simultânea de dois desejos opostos: o de ser livre e jogar fora a autoridade dos pais, e o fato de amparar-se totalmente à sombra protetora como a mais indefesa das crianças.

Além disso, no mundo moderno, o adolescente se vê sujeito à influência de fatores externos que condicionam seu acesso à autonomia de formas muitas vezes contraditórias. Por um lado, o prolongamento da educação, da convivência com os pais e da dependência econômica, adia o momento em que pode cuidar-se por si mesmo. Por outro lado, os adultos dizem a ele permanentemente que já não é mais uma criança e exigem dele um nível cada vez maior de responsabilidades.

Desse modo, ambivalência perante a emancipação não afeta unicamente o jovem, mas também seus pais, que se sentem confusos e não sabem até que ponto e de que forma podem eliminar os limites e os controles disciplinares que com grande segurança impunham durante a infância.

A luta entre a independência e os obstáculos que se opõem a ela é fonte de angústia e de conflito para as famílias, porque conduz, com alguma frequência, a uma polarização das pretensões dos pais e filhos e provoca enfrentamentos que fazem mais notória a rebelia dos jovens.

A introversão
Como resultado da orientação de seus interesses em direção a seu mundo interior, a criança tagarela e comunicativa deixa de ser assim para converter-se em um jovem calado, introvertido e em certa medida, misterioso, que se recolhe em si mesmo para explorar este novo mundo, fascinante e sedutor, das suas próprias emoções.

Por essa razão, a adolescência é a época do diário, do segredo, da intimidade e do isolamento, como também da incompreensão e da ansiedade para os pais, quando enfrentam respostas tais como:" me deixa em paz"," isso é problema meu", "não se meta comigo ", ou "sai daqui ", que interpõem uma barreira entre eles e seus filhos.

Espírito crítico e a inconformidade com a realidade são traços característicos do adolescente, que exercita suas habilidades mentais recentemente adquiridas na análise e questionamento de tudo o que está a seu redor.

A tendência a sonhar acordado é um dos sinais mais evidentes da introversão do jovem e é também um dos comportamentos que mais angustiam seus pais, os quais se desesperam ao vê-lo perder tardes e mais tardes deitado na cama, sem fazer nada: "que você está esperando para fazer alguma coisa que preste?", "você não enxerga que está jogando fora os melhores anos da sua vida ?", "deixa de ser preguiçoso!"...

É importante ressaltar que certo grau de inatividade é necessário para realizar a exploração da própria intimidade e para adquirir a capacidade que permitirá mais adiante seu ingresso na sociedade.
Quando o jovem sonha acordado, utiliza sua imaginação para poder ver-se atuando como adulto, realizando diversas atividades, exercendo diferentes profissões, superando todo tipo de problemas. Assim, exercita na sua mente o jeito de reagir diante das situações imaginadas, começa a identificar suas inclinações vocacionais, prevê as possíveis soluções para os problemas que enfrentará quando for adulto e se prepara para atuar como tal quando chegar o momento.  Além disso, usa seu pensamento abstrato na reflexão sobre sua própria vida e sobre a realidade que o cerca, o que constitui o primeiro passo na definição de suas aspirações e ideais.

Por isso, a inatividade e a perda de tempo não são motivo de preocupação quando são moderadas. Somente quando o jovem passa todo seu tempo, ou a maior parte dele, deitado na cama ou isolado em um canto, temos de prestar atenção, porque essa conduta pode ser um sintoma de depressão.

A instabilidade e agudização das emoções.
O movimento oscilante entre estados de ânimo contraditórios repercute em todas as experiências afetivas do adolescente. Assim podemos explicar a mudança repentina entre sentimentos opostos, tais como: a euforia e a melancolia, o egoísmo e o altruísmo, a presunção e a timidez, a audácia e o temor, a piedade e a crueldade, a arrogância e a vergonha etc.

Além disso, os sentimentos se manifestam com maior intensidade nessa etapa da vida. Os jovens revelam certa tendência ao extremismo nas suas experiências emocionais.

No amor, este é platônico ou arrebatador e irresistível. O enamorado ou a enamorada invade todo o coração e toma por completo a vida do jovem e sua ausência é uma tragédia que perturba o sono, acaba com o apetite, afeta o rendimento na escola e até pode acarretar doenças físicas. Se acontece uma briga, o amor transforma-se em ódio e em rancor tão intensos como o sentimento positivo. Quando o altruísmo e a solidariedade atingem o coração do jovem, ele é capaz de chegar ao mais heróico dos sacrifícios. Quando reage com raiva, esta também é violenta e indomável.

Finalmente, e como consequência da comoção própria da sua idade, os adolescentes têm maneiras de reagir que não guardam proporção com o estímulo que os provoca. Assim se explicam muitas situações discordantes, como aquelas em que uma piada bem intencionada provoca uma cena de raiva incontrolável, ou o mais simples dos reclamos origina um mar de lágrimas.

A ambivalência, isto é, o movimento oscilatório entre duas tendências contraditórias, é talvez o sentimento fundamental do adolescente, porque nele convivem, ao mesmo tempo, a criança e o adulto, com todos seus desejos, condutas e inclinações misturadas. Daí esse comportamento imprevisível que tanto desconcerta, as mudanças repentinas do seu estado de ânimo, o entusiasmo e a melancolia, o mau caráter, as respostas violentas, as crises de choro, as cenas de raiva, e até as notas ruins.

Nossa capacidade para compreender os sentimentos dos filhos durante essa etapa de sua vida determina a possibilidade de oferecer a ele o afeto, o apoio e a orientação que possam ajudá-lo a superar as dificuldades próprias de sua idade. Também a condução adequada da nossa relação com ele aumenta a possibilidade de que sua adolescência transcorra sem grandes tropeços e chegue felizmente à formação de um adulto sadio e equilibrado.

A Sociabilização do Adolescente
Por sociabilização do adolescente entendemos o processo por meio do qual o adolescente aprende a relaciona-se com outras pessoas e a desenvolver-se em grupos cada vez maiores e complexos.

É um processo que começa no nascimento, quando o bebê se relaciona com sua mãe, e continua com a extensão gradual do seu vínculo à família inteira, aos amigos da sua rua, aos colegas e professores de sua escola, até que, ao chegar à adolescência, começa a tornar-se independente de seus pais para estabelecer contato com a sociedade no seu mais amplo sentido, preparando-se para atuar nela como um adulto autônomo e independente.  Diferente da criança, o adolescente já não se conforma em saber como são as coisas. Ele quer compreender por que são, como são e por que não são de outra forma.

A sociabilização do adolescente é uma experiência comparável a saltar de um trampolim a outro, pois abrange uma ruptura e nova vinculação: ruptura porque pressupõe a emancipação dos pais, e nova vinculação porque conduz à plena integração no mundo dos adultos. Como o acrobata que permanece alguns instantes suspenso no ar, o jovem passa, em transição à vida adulta, por uma etapa de insegurança porque se sente impelido a abandonar o ponto de parida sem ter ainda chegado ao seu destino.

Emancipar-se dos Pais
Esta é a etapa da vida durante a qual se experimenta uma necessidade irresistível de rebelar-se contra a autoridade e procurar a independência. Por isso, a criança que há pouco tempo recebia sem questionar as repreensões de seus pais, obedecia seus preceitos e desfrutava de sua companhia, transforma-se de repente em um jovem insubordinado e respondão, que rechaça suas orientações, infringe suas normas disciplinares e prefere andar só ou com os amigos, a compartilhar com seus pais as atividades familiares.

Assim começam os conflitos e as diferenças que tanto perturbam pais e filhos e que não são outra coisa além de um sadio processo de emancipação que está em marcha.
Trata-se, pois, de um processo que compreende dois elementos igualmente importante e complementares entre si : a emancipação do jovem e a modificação da função dos pais, muito especialmente no que diz respeito ao exercício da autoridade.

A emancipação é uma tensão entre duas forças opostas, o controle dos pais e o desejo do filho para libertar-se dele, que desenvolve-se gradualmente até que desaparece quando o jovem alcança sua independência e sua autonomia na idade adulta. Na verdade, o processo não é tão harmonioso como parece insinuar a definição, pois se desenvolve em meio a dificuldades mais ou menos graves, segundo as características da família, já que os jovens costumam reclamar mais liberdade do que os pais estão dispostos a conceder.

Além disso, uns e outros sentem-se vacilantes ante as decisões que devem tomar, e os sentimentos de insegurança provocam reações emocionais que intensificam as crises.

O certo é que as situações que se resolviam facilmente na infância são fontes de conflitos com os adolescentes, porque não é nada fácil harmonizar as aspirações de pais e filhos em relação à condução da autoridade e da independência. Ao mesmo tempo, a imagem dos pais e sua influência no comportamento dos filhos também muda, porque a relação vertical, baseada na autoridade, transforma-se gradativamente até converter-se em uma interação horizontal, alimentada pelo afeto, admiração e respeito.

Trata-se de uma mudança promovida pelo desejo de liberdade e originada em uma nova imagem mais humana dos pais e também mais acessível ao filho. Como parte integrante desse processo, o conceito idealizado que o filho tem dos pais nos seus primeiros anos transforma-se gradativamente, até chegar a conhecê-lo e aceitá-lo como são realmente, com suas capacidades e limitações, qualidades e defeitos.

A relação afetiva também se adapta à nova imagem: o amor respeitoso da criança em relação aos seus superiores desaparece para dar lugar a sentimentos diferentes, porém não menos profundos e significativos, de afeto e respeito, baseados no reconhecimento dos seus valores reais e do que eles representam em sua natureza humana.

A redefinição da imagem e da relação com os pais está cheia de experiências desconcertantes e dolorosas, porque os jovens costumam realizá-la de forma brusca e implacável. Fazendo alarde da sua recém-adquirida capacidade crítica, vigiam seus pais com olhar inquiridor, sempre prontos a descobrir seus pontos fracos e a acusá-los sem piedade. Também o espírito crítico, somado à luta para obter uma maior liberdade, dá origem à vias-crucis dos conflitos, às desobediências e à rebeldia. Daí surgem também os sentimentos de humilhação, vergonha, angústia, raiva, tristeza, confusão e perplexidade, que invadem os pais quando enfrentam os primeiros desafios de seus filhos.

Apesar disso, a humanização da imagem dos pais é necessária, pois permite a estes estabelecer um novo tipo de relação com os filhos e uma nova maneira de exercer a autoridade. Para sermos mais exatos, a autoridade vertical, definida como atributo para mandar e fazer-se obedecer, desaparece e dá lugar à autoridade moral, baseada na identificação dos filhos com os valores e virtudes de seus pais, e na capacidade que estes têm de influencia-los por meio do testemunho, do conselho, da opinião e do encorajamento.

Assim, a humanização dos pais exerce um efeito muito positivo, uma vez que coloca ao alcance dos filhos seu exemplo e estimula-os a segui-lo. Também essa nova autoridade permanece durante toda a vida, como acontece quando eles, já adultos, procuram seus pais para obter um conselho e se beneficiam dessa sabedoria que só chega com os cabelos brancos. 

A ambivalência perante a emancipação não afeta unicamente o jovem, mas também seus pais, que se sentem confusos e não sabem como podem eliminar os limites e controles disciplinares que com grande segurança impunham durante a infância.

Desconcerto, confusão, angustia, perplexidade, indecisão, preocupação e insegurança são alguns dos sentimentos que invadem os pais quando percebem os primeiros sinais da adolescência sem seus filhos.

Falamos de crise da adolescência por ser esta uma fase do desenvolvimento que perturba e desestabiliza o jovem; porém, seus pais também entram em crise, pois repentinamente sentem-se inseguros de sua forma de reagir e sentem-se perdidos em uma verdadeira avalanche de perguntas, inquietudes, surpresas, decisões e situações imprevisíveis. É uma sensação comparável à de andar em um terreno movediço, depois de ter caminhado sobre pedras por um longo trajeto, isto é, agora não há lugar seguro, qualquer decisão constitui-se num risco, tudo é confuso, não se vê um rumo definido.

Ficam para trás os anos de tranquilidade e chega a hora em que o filho experimenta sua independência, prescindindo da companhia dos pais e opondo-se a suas decisões; chegam também os desenganos, as permissões preocupantes e as noites de insônia; até que finalmente surgem os enfrentamentos, as rejeições, as respostas desafiantes, as birras, o comportamento arredio, os dias tensos e sombrios.

A gravidade desta crise oscila muito em função do temperamento do jovem e de seus pais, da qualidade da família e das características do meio social. Felizmente, são mais frequentes os casos nos quais a adolescência transcorre sem maiores problemas porque as dificuldades do processo não chegam a ser graves. Mas também há outros em que os conflitos rompem os vínculos afetivos e acarretam situações seriamente destrutivas e irreversíveis, uma das quais, precisamente, o tema que nos ocupa: a dependência das drogas.

Uma educação adequada do adolescente por parte dos pais reduz a severidade da crise e evita muitas de suas dificuldades.  As principais necessidades do adolescente, cuja satisfação oportuna o distancia do perigo das drogas:

• O adolescente necessita sentir o amor de seus pais porque o calor de seu afeto nutre o sentimento de amor do filho, da mesma maneira que os alimentos nutrem seu organismo. 

• O adolescente necessita de um lar aconchegante e estável; um ambiente seguro no qual possa abrigar-se, para restabelecer a calma de seus sentimentos perturbados pela crise

•O adolescente necessita de fé, de ideais e de um sistema de valores que lhe permitam encontrar e realizar algo que dê sentido para sua vida.

• O adolescente necessita também da orientação e apoio de seus pais para avaliar situações, tomar decisões, ser fiel às suas determinações, consolidar seu próprio sistema de valores e realizar seus ideais.

• O adolescente necessita ter um lugar com privacidade onde possa recolher-se para explorar seu mundo interior.

• O adolescente necessita de pais compreensivos, dispostos a escutar suas confidências, compreender seus sentimentos, perdoar suas falhas e ajudá-lo a corrigi-las.

• O adolescente necessita ter oportunidades para exercer sua liberdade; porém, também precisa de controle para estabelecer os limites que ainda não é capaz de fixar e respeitar por si mesmo.

• O adolescente tem necessidade de pertencer a um grupo de amigos sadios, alegres e entusiastas, com quem possa compartilhar as atividades comuns à idade e dar um salto para a vida adulta em um ambiente livre de vícios e de perigos.

• O adolescente necessita de momentos que lhe propiciem a canalização de suas energias trasbordantes no esporte e no lazer.

Finalização

Infelizmente, um futuro tão obscuro não deixa lugar para o otimismo, pois se o analisamos com realismo não vemos esperança e se a vemos, temos medo de ter perdido o contato com a realidade. No desejo de mudar a visão fatalista do problema para um enfoque objetivo, contando também com a esperança, temos lido e refletido muito, fixando nossa atenção nas possibilidades de atuar para preveni-la. Por sorte, encontramos abundante literatura sobre o tema, que assinala vários elementos comuns, identificados na maior parte das pesquisas, os quais podemos tomar como chave para abordar o problema. Por sorte, também, muitos desses elementos pertencem à realidade familiar dos jovens e, portanto, os pais têm a possibilidade de intervir neles.

Uma das conclusões fundamentais das nossas reflexões, a mesma que de numerosas publicações sobre o tema, é que a droga está no meio e o contato dos jovens com os agentes que a induzem é praticamente inevitável; por esta razão, a única prevenção eficaz é fortalecer sua personalidade e seu caráter, desenvolvendo neles valores, atitudes e habilidades que, como os anticorpos no organismo, permitam a eles se defender do perigo. Porém, o fortalecimento da personalidade não é suficiente para proteger o jovem da dependência, pois a imprecisão relacionada com a forma de enfrentar o perigo pode levá-lo a consumir drogas simplesmente porque a pressão perante uma situação inesperada impede que o jovem possa reagir de maneira adequada e oportuna. Por isso, é preciso, preparar o jovem a partir da infância.

Mas, infelizmente, a capacidade de reduzir os perigos da dependência às drogas não garante que possamos eliminá-los totalmente, e alguns jovens chegam ao vício apesar de terem recebido uma educação equilibrada e afetuosa. Assim, é preciso estar atento, pois, os pais, sim, podem atuar para proteger seu filho das drogas.

Fonte: Psicóloga Luciana Aparecida Minelli

Bibliografia Sugerida 1. O que está acontecendo com o meu corpo ?- Lynda madaras e dane saavedra- especial para os meninos; 2. O que esta acontecendo com o meu corpo ?- Lynda madaras e dane saavedra- especial para as meninas; ed. Marco zero-sp 3. O adolescente por ele mesmo- tânia zagury-ed.record-sp . Professores para que ?- Georges gusdorf-ed.moraes-sp

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http://www.medicinamitoseverdades.com.br/blog/o-que-e-a-adolescencia

 

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