Lesão do Esforço Repetitivo e demais Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho respondem por 60% dos casos de auxílio-doença registrados pela Previdência Social e é a segunda maior causa de afastamento do trabalho.

A LER, sigla da Lesão do Esforço Repetitivo, já é conhecida por milhares de brasileiros. A cada ano, profissionais que atuam em diversas áreas de negócio são afastados do trabalho por sentirem dor e limitação física nos membros superiores, ombro, braço, antebraço, pulso, mão e dedos.

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, de 60% a 70% dos casos de afastamento e de invalidez registrados são provenientes da Lesão do Esforço Repetitivo e demais Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). A maior incidência ocorre na faixa etária de 30 a 40 anos, quando o trabalhador está no auge de sua produtividade e experiência profissional.

"A LER, na verdade, não é uma doença. A Lesão do Esforço Repetitivo é uma síndrome constituída por um grupo de doenças que afetam os músculos, os nervos e os tendões, como a tendinite e a bursite. A síndrome é, em princípio, de baixa complexidade, mas como é, geralmente, diagnosticada em estágio avançado, causa um severo comprometimento dos membros superiores e dedos", explica o ortopedista, Marco Aurélio Neves.

Embora as dimensões do local de trabalho não causem distúrbios músculoesqueléticos por si, elas podem forçar o trabalhador a adotar posturas, a suportar certas cargas e a se comportar de forma a causar ou agravar afecções músculoesqueléticas. Ex.: mouse com fio curto demais, obrigando o trabalhador a manter o tronco para frente sem encosto e o membro superior estendido; reflexos no monitor atrapalham a visão, o que obriga o trabalhador a permanecer em determinada postura do corpo e da cabeça para vencer essa dificuldade.

O diagnóstico da Lesão do Esforço Repetitivo é feito, basicamente, com análise clínica. Durante a consulta, o especialista verifica o grau da síndrome e indica o tratamento mais adequado. "Para casos leves, recomenda-se o uso de anti-inflamatórios, nos moderados, o tratamento pode ser realizado com a ingestão ou aplicação de corticoides na região afetada, combinada com a realização de fisioterapia e, nos casos mais severos, há a indicação de cirurgia. Todo o tratamento deve ser realizado com o acompanhamento de um ortopedista", esclarece o médico.

Segundo o especialista, a LER pode ser prevenida com simples modificações de postura e comportamento durante o expediente de trabalho. Abaixo, o ortopedista Marco Aurélio Neves dá algumas dicas:

• Ajuste a cadeira de modo que as costas fiquem apoiadas no encosto, os pés toquem o chão e os braços sobre a mesa;    

• Deixe o monitor na linha do horizonte ou levemente abaixo, a uma distância de 60 cm;

• Posicione o teclado próximo ao corpo e o mouse próximo do teclado, para evitar tendinite;

• Deixe os objetos mais utilizados ao alcance das mãos;

• Evite colocar objetos pesados em lugar baixo;

• Não fique muito tempo realizando a mesma tarefa, intercale os trabalhos para interromper a repetição de movimento;

• Realize pausas curtas durante o horário de trabalho e alongue os membros mais utilizados na função;

Tenha uma alimentação saudável, pratique exercícios e visite um ortopedista regularmente.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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