DOR NO PEITO É INFARTO? ANGINA

Angina de peito é a manifestação dolorosa da falta de oxigênio no músculo do coração. É um alerta que pouco sangue está irrigando para o coração naquele momento. Trata-se de um sintoma e não de uma doença. Se manifesta por forte dor comprimida no centro do tórax ou do lado esquerdo, desencadeada por esforços físicos. Costuma durar de 5 a 10 minutos, com irradiação para os braços ou para a mandíbula, e pode ser acompanhada também por palidez, sudorese, náuseas ou vômitos. Nesta situação, pare qualquer esforço físico.  Caso a dor continue pode significar um infarto que ocorre quando o músculo cardíaco deixa de receber o sangue das artérias. Procure um pronto socorro imediatamente. 

“Quando a dor desaparece com a interrupção do esforço pode indicar uma doença coronária, como a  aterosclerose”, esclarece o cardiologista Prof. Dr. Bernardino Tranchesi Jr., autor do capítulo de cardiologia do nosso livro Medicina, Mitos e Verdades (Carla Leonel). A aterosclerose é uma doença que atinge as artérias coronárias pelo depósito de gordura em seu interior. É lenta e progressiva, sendo que sua primeira manifestação pode ser a angina (dor no peito). Vários fatores são responsáveis por seu aparecimento como, por exemplo, o fumo, os níveis elevados de colesterol no sangue, a hipertensão arterial, o estresse, a obesidade, a falta de atividade física, o diabetes etc. A modificação desses fatores diminui e pode até evitar o desenvolvimento da doença. Durante o tratamento, os métodos para prevenção do aparecimento da angina é a utilização de medicamentos como os vasodilatadores, betabloqueadores, bem como aspirina em dose baixa, indicados pelo cardiologista.

Vale dizer também que a hipertensão não tratada tem como a principal sequela o coração. O músculo cardíaco cresce porque ele precisa fazer mais força para mandar o sangue para a frente, tornando-se mais grosso (hipertrofiado). Nessa situação, ele cria um contraste entre a massa e a circulação, condicionando quadros de insuficiência circulatória.

A informação é uma forma de prevenção. Conhecendo as causas das doenças conseguimos evitá-las com diagnóstico precoce que pode salvar vidas. Nunca subestime um sintoma. Procure orientação médica.

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