Adiar a gravidez é uma escolha muito comum entre as mulheres atualmente. Cada vez mais a vida profissional, a situação econômica ou mesmo, fatores sociais, fazem com que o desejo da maternidade seja concretizado um pouco mais tarde. Somente em São Paulo, dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) mostrou que o número de mães entre 35 e 39 anos aumentou 2,3% em dez anos.

A decisão de ter filhos a partir dos 35 anos, no entanto, merece todo um acompanhamento médico especial, já que, nesta faixa etária, as chances de engravidar caem em 25%. Segundo a ginecologista especialista em Reprodução Humana, Dra. Paula Bortolai, toda mulher nasce com uma quantidade específica de óvulos, que varia entre seis a sete milhões. “Ao nascer, a menina já perde 80% dos óvulos e na puberdade restam de 300 a 500 mil. Em 30 anos de vida reprodutiva, estima-se que apenas 500 óvulos serão selecionados para serem ovulados. E, depois dos 35 anos, tanto a quantidade, quanto a qualidade dos óvulos diminuem, restando chances menores de 10% para engravidar”, explica a médica.

Os cuidados com uma gestação nesta faixa etária também devem ser intensificados, pois os riscos à saúde são maiores. “Abortos e bebês prematuros, em decorrência de complicações como diabetes e hipertensão, são alguns dos riscos, assim como, a ocorrência de doenças genéticas, dentre elas, a Síndrome de Down”, esclarece.

Para ter uma gestação segura nessa idade, é importante adotar algumas medidas para reduzir as chances de ocorrerem problemas à saúde. O primeiro passo é procurar um obstetra para o acompanhamento da gestação. “O especialista fará um check-up geral da saúde da mulher, com destaque a testes de imunidade, dentre outros exames indispensáveis durante a gravidez. Com um pré-natal adequado é possível reduzir os riscos e fazer com que a mulher aproveite essa fase tão encantadora, de forma bastante tranquila”, ressalta a ginecologista.

VITRIFICAÇÃO – Para as mulheres que desejam postergar a maternidade, a especialista recomenda a técnica de congelamento de óvulos, por meio da Vitrificação. “Este é um método de preservação da fertilidade. Com ele, os óvulos maduros são congelados e as suas características, mesmo após o descongelamento, são resguardadas”, explica.

Quando a mulher decidir utilizar os seus óvulos, eles serão descongelados e fertilizados com espermatozóides. Por isso, o tratamento deve ser sempre a fertilização in vitro (FIV). “Os embriões formados serão transferidos para o útero e o teste de gravidez é feito em aproximadamente 12 dias”, esclarece a médica.

Porém, o ideal é que o congelamento seja feito até os 35 anos de idade, pois os resultados são melhores. “Se a mulher pensa em ter filhos somete após os 35 anos é essencial que converse com seu médico para avaliar a possibilidade de criopreservação”, alerta.

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