O médico que trata a pressão arterial sabe dar a medicação correta, de acordo com o tipo de pressão do paciente. Existem vários remédios que funcionam bem, alguns em certo tipo de pressão arterial e outros em quase todas as hipertensões. De qualquer maneira, toda pressão arterial bem medicada fica controlada. É raríssimo um hipertenso que não ficou normotenso, tendo seguido à risca toda a orientação médica.

Segundo o Prof. Dr. Emil Sabagga, autor do capítulo de nefrologia do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel), para o tratamento da hipertensão arterial essencial, de causa genética, é essencial a administração de medicamentos: "é o tipo mais importante de hipertensão, e o paciente deve ser medicado pela vida inteira", alerta o médico.

Pessoas com problema de pressão devem medi-la em duas épocas do ano: no verão e no inverno. E isso tem uma certa justificativa científica. No inverno, o frio provoca um aperto dos vasos da pele (a mão, por exemplo, torna-se fria) e, portanto, aumenta a quantidade de sangue que circula nos chamados "vasos centrais". O que diminui é o sangue periférico, ou seja, o que circula na parte mais superficial do corpo. Por isso, durante o inverno, é preciso reajustar a droga, aumentando a dose.

No verão, os vasos periféricos dilatam-se e a pressão, normalmente, cai. Recomenda-se, então, diminuir a dose do remédio. Toda vez que se diz que o controle da pressão deve ser feito a cada 6 meses, um deve ser feito no inverno e outro no verão.

Contudo, existe um grupo de hipertensos, cerca de 15% a 20%, que se for bem  tratado e conseguir manter-se como normotensos, usando remédios durante pelo menos 5 anos, pode ficar sem a droga, passando a ser do grupo de normotensos. Nesse caso, ocorre um reajuste dos mecanismos controladores da circulação. Mas o paciente deverá manter a pressão sob controle, medindo-a a cada 6 meses.

Um fato muito comum, que acarreta aumento de pressão temporária, é o paciente ficar nervoso diante do médico que vai medir a pressão. É o que os americanos chamam de efeito white coat (avental branco). É uma resposta normal, puramente fisiológica. Nesses casos, a melhor maneira de evitar a elevação da pressão por estresse é ensinar o doente a medir a sua própria pressão. Alguns desses pacientes acabam por se acostumar com o médico e, a partir de então, não se observa mais o problema. Por isso, nunca se deve considerar o valor da pressão arterial já na primeira consulta.

Conteúdo do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) - Capítulo de Nefrologia. Médico responsável: Prof. Dr. Emil Sabbaga: chefe de serviço de Transplantes de Órgãos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina — USP e da Disciplina de Nefrologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. 

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