Entende-se por infecção hospitalar, infecção adquirida após a internação do paciente, que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a alta ou procedimentos hospitalares.

O infectologista Prof. Dr. Vicente Amato Neto alerta que todos os hospitais devem constituir uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) que é responsável por todas as medidas de prevenção infecciosa naquele hospital. Existem inúmeras medidas preventivas que devem ser respeitadas pelos profissionais da saúde.

Um hospital é um centro onde bactérias, vírus e outros microorganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra e onde indivíduos considerados de risco frequentam: bebês, idosos, pacientes com sistema imunológico deprimido ou que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos. E é para proteger estas pessoas e também quem as trata que a (CCIH) atua, visando controlar as infecções hospitalares por meio de ações que previnam e reduzam a sua incidência.

As causas de uma infecção hospitalar dependem sobretudo de vários tipos de procedimentos assistenciais e das condições vigentes nos hospitais. Conforme os  fatores de risco dos pacientes, surgem problemas diversos.

Por exemplo, pacientes hospitalizados que necessitam de cateter na veia para infusão de medicamentos, poderão apresentar como consequência uma infecção hospitalar denominada septicemia associada ao cateter em uso.

Caso a infecção tenha sido no pulmão, a consequência poderá ser uma pneumonia. Isto é comum nos pacientes que precisam de aparelho de ventilação mecânica para respirar.

Pacientes que necessitam de sonda na bexiga por vários motivos (cirurgia, obstrução por aumento da próstata, etc) poderão desenvolver uma infecção urinária com bactérias hospitalares.

Da mesma forma, pacientes submetidos a qualquer procedimento cirúrgico, podem evoluir para uma complicação indesejável, porém, possível, que é a infecção em feridas cirúrgicas ou em qualquer órgão do corpo.

Dentre os cuidados no sentido de prevenir infecções hospitalares, deve-se evitar internações prolongadas. Também é inadequado usar indiscriminadamente antibióticos antes de fazer cirurgias com intuito de prevenir infecções. As bactérias adquiridos em ambiente hospitalar são muito resistentes, o que torna o tratamento com antibiótico mais difícil e, por vezes, ineficaz. 

 


 

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