Existe relação do diabetes com a emoção? Desgosto, estresse ou melancolia podem desencadeá-lo?
"Durante a emoção, há liberação de hormônios chamados contrarreguladores, isto é, que se opõem aos efeitos da insulina. Dessa forma é possível, com base teórica, tanto o desencadeamento como a piora de diabetes já instalado devido à emoções” explica Prof. Alfredo Halpern, autor do capítulo de endocrinologia do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Em alguns casos de diabetes nota-se a presença de forte estresse emocional precedendo o quadro, como, por exemplo, a perda de um familiar. Há relatos na literatura médica de pequenas "epidemias" de diabetes em cidades acometidas por grandes catástrofes (terremotos e furacões), o que reforça essa posição. É difícil, porém, diante de um caso em particular, chegar-se a uma conclusão sobre o fator desencadeante. 

Várias vertentes consideram o diabetes uma doença psicossomática, ou seja, “a incapacidade de comunicar com palavras os seus pensamentos faz com que essa pessoa "fale" com a "linguagem dos órgãos", ou seja, o adoecer de determinado órgão é a forma inconsciente do indivíduo proclamar seu sofrimento, por não conseguir fazê-lo de outra forma”, exemplifica o Prof. Dr. Marco Aurélio Dias da Silva.

Silva, inclusive vai além e faz uma análise simbólica: “o desejar não amar para não sofrer, é um sentimento comum entre as pessoas que somatizam, - o não conseguir amar o outro por não tolerar a frustração de perdê-lo. Toda esta dinâmica psíquica envolvida na perda, se assemelha ao quadro do diabetes, pois o diabético não permite que o açúcar (doce), que simboliza amor, entre nas suas células, ou seja, não permite que o amor entre no seu corpo e o faça sofrer. O diabético transporta o emocional (medo de sofrer) para o soma (não permitir a entrada do açúcar, simbolicamente do amor). Isso também pode ser observado na alteração da glicemia. Quando o diabético vive uma tensão emocional há um aumento de glicemia, assim quando o diabético fica tenso permite menos ainda que o açúcar (doce) entre na célula.

Fonte: Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) capítulo de endocrinologia (prof. Dr. Alfredo Halpern). Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte.

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