O QUE ACONTECE NO CÉREBRO DE QUEM TEM TOC?

O TOC é um transtorno mental que tem base neurobiológica, ou seja, alterações no funcionamento cerebral podem provocar sintomas de TOC. Um exame de tomografia computadorizada do cérebro mais sofisticado, que chamamos de PETSCAN, tem mostrado que o consumo de glicose em algumas áreas cerebrais está geralmente aumentado, o que indica provavelmente que estas regiões estão funcionando em excesso. Esse excesso de funcionamento tende a diminuir durante o tratamento medicamentoso, como também mediante terapia comportamental. As áreas mais relacionadas com o TOC seriam os núcleos da base. O neurotransmissor envolvido no TOC seria predominantemente a serotonina, já que medicações que interferem com a serotonina alteram o TOC.

O TOC não é uma doença nova. São encontradas descrições clínicas do que hoje se compreende por TOC, há cerca de 300 anos. No entanto, era algo praticamente desconhecido até a década de 80. Foi só a partir daí que surgiu um maior interesse pelo assunto, registrando-se crescente número de pesquisas, com aumento dos conhecimentos e de sua divulgação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o TOC na lista das dez doenças, entre todas as especialidades, que mais produzem incapacidade. Durante muitos anos, o TOC foi considerado uma doença rara. Porém, acredita-se que existam muitas pessoas aprisionadas pela doença, tentando esconder seus pensamentos e comportamentos repetitivos, ou que ainda, por desconhecerem o fato desses sintomas constituírem uma doença, não procuravam ajuda, o que levava os especialistas em saúde mental a subestimar o número de pessoas afetadas.

Estudos recentes indicam que é um transtorno frequente, afetando em média 2% da população. Por exemplo, em um grupo de 50 pessoas da população, uma pode apresentar ou ter apresentado TOC. Pesquisas apontam que, mais frequentemente, o transtorno costuma aparecer no final da adolescência e em número semelhante para ambos os sexos. Entretanto, existem casos com início anterior a essa idade (início precoce), acometendo mais o sexo masculino. Recentemente, outra pesquisa indicou que 25% dos portadores, algum dia, tentaram suicídio.

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Matéria do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Maleiro. Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte.

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