Glaucoma é a doença causada pela pressão ocular alta. Imagine uma pessoa que tenha hipertensão arterial durante muitos anos e que, como consequência, desenvolve progressiva lesão cerebral. Com o glaucoma, o mecanismo é semelhante. O olho normalmente tem uma pressão, ou seja, é preenchido por líquidos e, da mesma maneira que um pneu de automóvel, tem uma pressão interna. Quando a entrada de líquido é maior que a saída, consequentemente essa pressão aumenta e há maior dificuldade do sangue entrar. Nessa situação, ocorre lesão por falta de oxigênio e outras substâncias nutritivas das células da retina e das fibras do nervo ótico. É um processo normalmente lento que leva à morte de algumas partes da retina, causando cegueira. O glaucoma, portanto, não é apenas a pressão alta no olho. É a pressão alta no olho acompanhada da perda de campo visual (células mortas da retina) e das fibras nervosas do nervo ótico.

O glaucoma é frequente depois dos 50 anos. O oftalmologista Prof. Dr. Rubens Belfort Jr. alerta que, a partir dos 40 anos de idade, o paciente deve ter a pressão dos seus olhos medida toda vez que for ao médico oftalmologista.

Existe também o glaucoma agudo em que, como o próprio nome já diz, é uma situação aguda, ou seja, passageira. Ele causa muitos sintomas de dor e o paciente, normalmente, tem de ir para o pronto-socorro. Porém, é o glaucoma crônico que ocorre com maior frequência. E mesmo estando em uma fase muito avançada, ele pode não causar nenhum sintoma. Portanto, é indispensável medir a pressão do olho.

Quando o oftalmologista diagnostica o problema nas fases iniciais, pode tratar por meio de colírios, laser ou cirurgia, buscando a normalização da pressão e evitando assim a progressão da doença. Mas, infelizmente, depois que a cegueira já foi causada pelo glaucoma, não há mais meios para revertê-la.

Doenças como diabetes, hereditariedade, miopia e lesões oculares são as principais causas do glaucoma.

SAIBA MAIS SOBRE O GLAUCOMA

• Pessoas com histórico familiar de glaucoma têm cerca de 6% de chance de desenvolver a doença.

• Os diabéticos e negros são mais propensos a desenvolverem glaucoma de ângulo aberto – em geral, este tipo de glaucoma não apresenta sintomas e o paciente não sente dor e perde lentamente a visão.

• Já os asiáticos têm maior tendência a desenvolverem glaucoma de ângulo fechado, forma da doença em que ocorre um rápido aumento da pressão do olho. Os sintomas podem incluir dores oculares e dores de cabeça intensas, olhos avermelhados.

• A prevalência de doenças oculares que levam ao comprometimento da visão cresce com o avanço da idade. As taxas maiores de cegueira e baixa visão são observadas com o aumento da vida média da população.

• Na população com mais de 50 anos de idade, as principais causas de cegueira são a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular (perda da visão no centro do campo visual, a mácula).

ASSISTÊNCIA

Na rede pública de saúde, quase dois mil estabelecimentos prestam atendimento oftalmológico gratuito à população, incluindo a assistência para pacientes com glaucoma. Em todo país, 29.311 profissionais de saúde atuam área de Oftalmologia. Deste total, 14.398 trabalham no SUS, garantindo atendimento também a pacientes com diagnóstico de glaucoma.

Ao longo dos anos, foram introduzidas novas medidas de assistência aos pacientes com glaucoma na rede pública de saúde; desde a oferta de colírios até cirurgia, quando necessária. E, desde o ano passado, esse atendimento também é garantido por meio do Aqui Tem Farmácia Popular.

O medicamento maleato de timolol foi incluído na lista dos produtos do programa, desenvolvido em parceria com a rede privada de farmácias e drogarias, cuja oferta de medicamentos e outros produtos garante desconto de até 90% à população. Só nos últimos três meses, a oferta deste colírio aumentou 83,98% nas unidades credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.

PREVENÇÃO

Na rede pública de saúde, uma das principais estratégias de combate ao glaucoma é feito por meio de prevenção às doenças que causam o problema. As ações preventivas permitem a detecção precoce do glaucoma, o que contribuiu para o tratamento mais rápido e adequado.

“O SUS tem, de fato, o que comemorar. O atendimento e o acesso à saúde de muitos brasileiros foram bastante ampliados e os pacientes com glaucoma têm garantido a cobertura assistencial. Isso é muito positivo”, analisa Maria Inez Gadelha, coordenadora de Alta e Média Complexidade do Ministério da Saúde, que reforça a importância da prevenção. “As pessoas precisam estar atentas, buscando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar repercussões graves da doença, como a cegueira”, disse.

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