A anticoncepção de emergência, conhecida como pílula do dia seguinte,  é realizada com a utilização de 1,5 mg de levonorgestrel idealmente nas primeiras 72 horas depois de uma relação sexual desprotegida. As taxas de falha do método são de 1,1% nas primeiras 72 horas após a relação sexual, mas aumenta quando seu uso se dá no 4º e 5º dias após relação. O uso da anticoncepção de emergência é o método mais eficiente para prevenir uma gravidez indesejada.

O ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop, autor do capítulo de ginecologia e obstetrícia do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) explica que o medicamento atua modificando o muco cervical e, com isto, a migração dos espermatozoides. Quando o comprimido é tomado na primeira fase do ciclo menstrual, antes do pico do hormônio luteinizante (LH), ele altera o desenvolvimento dos folículos e assim impede a ovulação, ou a retarda por vários dias. Estes mecanismos tem sólida documentação científica e ocorrem ao mesmo tempo, prevalecendo um deles ou ambos, conforme o período do ciclo em que a medicação é utilizada. Em nenhuma hipótese é abortivo na medida em que previne a gravidez. A atuação da medicação ocorre sempre antes da fecundação.

O Ministério da Saúde facilitou acesso à pílula do dia seguinte, distribuindo gratuitamente o medicamento, contudo existem orientações médicas para que a usuária não tenha a saúde comprometida. Entretanto, em  nenhuma hipótese a pílula deve ser considerada um anticoncepcional de rotina. O consumo deve ser feito apenas em casos excepcionais.

É importante estar ciente que além do medicamento não apresentar 100% de eficácia mesmo quando usado com moderação, ele perde ainda mais suas características se ingerido usualmente. O uso frequente aumenta o risco de uma gravidez indesejada. Em alguns casos, a pílula pode ocasionar vômitos, fadiga, náuseas e sangramentos.  Leia abaixo algumas informações úteis sobre o uso da pílula do dia seguinte.

ALERTAS

Efeitos colaterais
O consumo sem orientação médica pode acarretar algumas modificações no organismo, o mais comum é a alteração no ciclo menstrual e o tempo de ovulação. Em alguns casos, torna-se impossível calcular o período fértil e o dia menstruação, trazendo complicações. Dor de cabeça, diarreia, sensibilidade nas mamas, náuseas e vômitos são outros sintomas comuns.

Contra indicação
O medicamento é contraindicado para quem possui problemas de hipertensão vascular, obesidade mórbida e hematológica. A alta quantidade de hormônios pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem as artérias.

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