QUANTAS HORAS O BEBÊ PRECISA DORMIR?

Dentro do regime natural de sono, após o nascimento, o recém-nascido apresenta períodos de 3 a 4 horas de sono seguidos de mais ou menos 1 hora de despertar e, depois, voltam a dormir, sem alterar o padrão, independente de ser dia ou noite. No final do primeiro mês o bebê já começa a dormir períodos um pouco maiores durante à noite.

A partir de 4 meses ocorrem períodos de vigília, sendo um pela manhã e outro à tarde, intercalados por dois longos períodos de sono.

Esquematizando seria assim: a criança dorme a noite inteira, acorda em torno de 7 horas e fica em vigília até por volta das 11 horas, quando novamente sente sono e dorme até as 17 horas, segue-se outro período de vigília até por volta das 19 horas. Esse esquema vale para o primeiro ano de vida.

Até os 2 anos a criança não deve mais apresentar despertares noturnos, necessitando de dois períodos de sono diurno, somando um período de 15 horas diárias de sono, incluso a noturna, fase essa que dura até 3 anos de idade.

Dos 3 aos 5 anos, a criança se mantém mais ativa e necessita somente de um período de sono diurno;

A partir dos 5 anos, as siestas não são mais necessárias.

Alguns bebês e crianças podem não acompanhar essa evolução por motivos como falta de horários constantes para dormir e acordar, ambiente desfavorável para o sono, ansiedade e medo. Alterações esporádicas do ritmo do sono podem estar relacionadas a desconforto causado por barulho, sede, fome, calor ou frio excessivo, coceiras ou dores. Raramente as causas dos distúrbios do sono estão relacionadas às doenças e o pediatra fará este diagnóstico.

O pediatra Dr. Cláudio Schvartsman, Vice-Presidente de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein alerta que o tratamento medicamentoso da insônia na infância tem indicações muito restritas e só deve ser realizado após avaliação médica.

Medidas comportamentais como, por exemplo, adequar o ambiente para o sono, estabelecimento de horários regulares e uma rotina constante antes de dormir tem eficácia na grande maioria dos casos.

Toda medicação utilizada, inclusive os fabricados com produtos ditos naturais, tem risco de efeitos colaterais e possíveis sequelas.

Clique no link azul e leia mais matérias da categoria PEDIATRIA

Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial deste artigo e/ou imagem sem citar a fonte com o link ativo. Direitos autorais protegidos pela lei.