Os termos utilizados no dia a dia da cosmiatria são parecidos e muitas vezes um tanto confusos. As pessoas ouvem falar, conhecem alguém que usa determinados produtos e substâncias ou fez certos procedimentos, mas não sabem exatamente o que eles significam. O Ministério da Saúde adota uma classificação dos produtos de acordo com a sua função e o seu potencial de ação.

Cosméticos
Produtos fabricados para embelezar, higienizar, proteger e perfumar a pele (perfumes, cremes hidratantes, fotoprotetores, bronzeadores, maquiagens etc.). Um produto que apresente uma substância química capaz de interferir na estrutura da pele ou do corpo não pode ser classificado como cosmético, é considerado um fármaco. Essa identificação é feita pelo Ministério da Saúde após rigorosa análise.

Os produtos cosméticos são vendidos em supermercados, lojas de departamentos e de cosméticos, sem necessidade de prescrição médica. Já um produto classificado como fármaco só pode ser comercializado em farmácias, e está sujeito ás mesmas normas dos medicamentos: necessita de prescrição médica para a venda e supervisão de um farmacêutico responsável para sua produção.

Cosmecêuticos
Produtos desenvolvidos pela indústria para tratar a pele que não são tão inertes quanto os cosméticos, nem tão ativos quanto os fármacos. Esse tipo de produto pode evitar o envelhecimento da pele, diminuir a formação de rugas e proteger a pele contra as mudanças climáticas. Um bom exemplo de cosmecêutico são os cremes antienvelhecimento.

Cosmiátricos
Fármacos desenvolvidos para modificar a estrutura da pele, possibilitando o tratamento de problemas como rugas, estrias, celulites, telangiectasias (vasinhos na pele), acne, queda de cabelos, manchas, cicatrizes, entre outros. Os cosmiátrico são medicamentos com estrutura, ação e concentração variadas. Por isso, não podem ser usados de qualquer forma. São vendidos apenas com receita médica.

Preenchedores
Como o próprio nome já diz, são substâncias químicas ou retiradas do próprio paciente, usadas para reconstruir aquilo que se perdeu. Se a pele perdeu a sustentação da estrutura, o colágeno ou a musculatura de determinado local, isso pode ser reposto com preenchedores. A própria gordura do paciente, por exemplo, pode ser utilizada na lipoenxertia ou lipoescultura.

O efeito desse procedimento tem pouca duração e ele precisa ser repetido com certa frequência. Quando o efeito diminui um pouco, o resultado da técnica fica melhor. Já o ácido hialurônico é mais duradouro (cerca de dois a seis meses). Todo preenchimento regride, mas a pele nunca fica como era antes, sempre fica melhor. Esse procedimento é seguro e dificilmente traz problemas.

Peeling (clique no link azul e leia artigo completo)
Significa descama a pele com o objetivo de repô-la, deixando-a mais brilhante, mais bonita, com mais vida. Se a pele está desidratada, judiada pelo vento, pelo sol ou pelo frio, substituir uma camada melhora sua aparência.

O peeling superficial só melhora a pele superficial, ou seja, o cosmiatra consegue apenas tirar algumas imperfeições e prevenir cravos e espinhas. Já o peeling profundo é feito para correção de rugas, cicatrizes de acne e outras imperfeições da pele. Nesse caso a recuperação da pele é mais demorada.

De maneira geral, os peelings podem ser feitos com substâncias abrasivas, variando desde sabonetes que causam leve abrasão até substâncias cáusticas que agem  coagulando a epiderme, como o fenol e a fórmula de Baker, que é o peeling  mais profundo que conhecemos. Entre as substâncias intermediárias estão o ácido salicílico, o ácido tricloroacético e a solução de Jessner.

Subcisão
Técnica usada principalmente na correção de cicatrizes. A subcisão provoca um deslocamento das camadas mais profundas da pele e é feita para romper bridas de aderência na derme e no tecido subcutâneo. A subcisão não produz efeitos radicais, mas melhora a aparência da pele. Então, como primeira intervenção é uma opção interessante para o cosmiatra. Depois de um mês o procedimento pode ser repetido. Em alguns casos só a subcisão já é suficiente para se obter uma recuperação total da pele do paciente.

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Fonte: Prof. Dr. Luiz Carlos Cucé, autor do capítulo de dermatologia do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel); Prof. Titular Emérito do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina – USP; Prof. Titular da Disciplina de Dermatologia da USP. Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte com o link.

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