TRATAMENTO NA DOENÇA DE ALZHEIMER

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa causada por alterações em todo o cérebro, desde o tronco até o córtex. Essas alterações levam ao aparecimento de placas amilóides seguidas de atrofia cerebral global no seu estágio avançado. O neurologista Prof. Dr. Milberto Scaff cita os sintomas do Alzheimer:
• Perda da memória, seguida de perda do reconhecimento e resposta lentas a estímulos;
• Apatia;
• Desorientação temporoespacial;
• Déficit da linguagem, com alterações na personalidade, chegando, em alguns casos, a delírios e alucinações;
• No estágio final, o paciente apresenta perda do autocuidado, como higiene, capacidade de vestir-se e alimentar-se.

A doença de Alzheimer aumenta com a idade, atingindo 1% das pessoas com mais de 60 anos e até 60% das pessoas com mais de 90 anos. A velocidade de progressão da doença está relacionada ao baixo nível intelectual e a doença é quatro vezes mais comum em analfabetos do que em pessoas com mais de oito anos de escolaridade.

O grande avanço nas doenças cognitivas é a possibilidade de diagnóstico precoce da doença de Alzheimer, no quadro inicial, por meio de avaliação neurológica, laboratorial e de exame neuropsicológico. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado pode tornar mais lenta a progressão para quadros mais avançados de déficit cognitivo e melhorar a qualidade de vida do paciente e dos familiares. Diversos estudos foram infrutíferos em demonstrar prevenção da doença de Alzheimer. Mas há indícios de que um estilo de vida saudável com dieta e exercícios e controle do risco cardiovascular podem ajudar a diminuir o risco. Dieta rica em vitaminas da classe B, C e D também é recomendada.

Segundo o psiquiatra Ph.D Prof. Dr. Marco Marcolin, atualmente, novas técnicas estão em desenvolvimento para o tratamento de diferentes transtornos psiquiátricos. Entre elas, a estimulação magnética transcraniana, que consiste na aplicação de campos magnéticos para ativação ou inibição de determinados circuitos neuronais cerebrais. Esta técnica não necessita de anestesia, pois é indolor, assim como não há necessidade de interrupção de medicações ou jejum.  No Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Estado de São Paulo, este tratamento está disponível para uso clínico, ou seja, não experimental, desde 2006, no tratamento de depressões e alucinações auditivas. Este método de tratamento representa a primeira forma de se penetrar no cérebro de forma indolor e levar à regulagem de circuitos cerebrais.

Outros estudos pioneiros e recentes foram para melhorar a memória em pessoas de 65 a 75 anos de idade, apresentando da mesma forma excelentes resultados. Como essa perda inicial de memória, em muitos pacientes, se transforma em doença de Alzheimer, esta técnica poderia, hipoteticamente, ser usada como prevenção da doença. Com certeza, a estimulação magnética transcraniana, irá representar um avanço fantástico na cura e na prevenção de doenças psiquiátricas que, no passado, eram sofríveis e inimagináveis.

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Conteúdo do livro MEDICINA — MITOS & VERDADES (Carla Leonel ). Perguntas e Respostas. Capítulo de neurologia. Médico responsável Prof. Dr. Milberto Scaff (Prof. Titular de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo/FMUSP).

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