É importante fazer circuncisão?
A circuncisão, cujo termo médico correspondente é postectomia, é um procedimento que remove cirurgicamente o prepúcio (segmento de pele do pênis que recobre a glande, cabeça do pênis). Sob o ponto de vista médico, o Prof. Dr. Sami Arap, autor do capítulo de urologia do livro MEDICINA — MITOS & VERDADES (Carla Leonel ) indica a postectomia nas circunstâncias relacionadas abaixo:
• Fimose: anel de fibrose na pele prepucial (do pênis), dificultando ou impedindo a exposição da glande (cabeça do pênis);
• Balanopostite de repetição: processo infeccioso e inflamatório da glande e do prepúcio, que produz irritação, vermelhidão, prurido e mau cheiro;
Doenças sexualmente transmissíveis: em alguns casos, como o condiloma acuminado ("crista de galo") causada pelo papilomavírus humano (HPV) e o herpes genital recidivante ou extenso.

As mulheres que tem relações sexuais com homens circuncidados também se beneficiam com a postectomia de seus parceiros. Pesquisas comprovam que o câncer de colo de útero é raro em judias, muçulmanas e mulheres que professam várias seitas da Índia e da África, onde a circuncisão, nestes casos, é realizada ao nascimento por motivos religiosos. O Prof. Dr. Thomaz Gollop, autor do capítulo de ginecologia do livro MEDICINA — MITOS & VERDADES (Carla Leonel ) explica que no homem não circuncidado, entre a glande (cabeça do pênis) e o prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) acumula-se uma secreção que é sabidamente promotora de câncer do colo de útero da mulher. “A prevenção se faz, principalmente, com a higiene adequada da região genital, uso de preservativo e nos indivíduos em que essa limpeza é dificultada pela ocorrência de fimose, ou em pacientes com repetidas infecções locais, é fundamental a decisão pela circuncisão”, enfatiza Gollop.

 “O câncer de colo de útero também é sempre sinal de pouca atenção ginecológica ou promiscuidade” alerta o médico. Modernamente, há uma relação nítida entre a infecção genital pelo papilomavírus humano (HPV) e o câncer de colo de útero.  As manifestações iniciais na mulher podem ser corrimento mau cheiroso, sangramento irregular e perda de sangue após relação sexual. Em estado mais avançado pode ocorrer uremia (aumento da ureia no sangue devido à obstrução das vias urinárias) e dor.

A mulher que faz o exame de papanicolau regularmente tem o diagnóstico precoce. Nesses casos, estando ainda com lesões pré-cancerosas, poderá ser tratada adequadamente e, em tempo hábil, por meio de pequenas cirurgias que não obrigam a retirada do útero, podendo até mesmo, caso queira, engravidar posteriormente. Atualmente, é imprescindível orientar meninas e moças de 9 a 26 anos a serem vacinadas contra o HPV. A função da vacina é criar anticorpos exatamente para os subtipos deste vírus que causam o câncer de colo de útero.

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