A lipoaspiração (ou simplesmente lipo) é indicada para pessoas que já estão bem próximas do peso considerado ideal e querem perder apenas gorduras localizadas que os exercícios físicos não eliminam. Segundo o cirurgião plástico Prof. Dr. Ivo Pitanguy (autor do capítulo de cirurgia plástica do livro Medicina Mitos e Verdades - Carla Leonel),  este único procedimento tem resultados satisfatórios apenas para pacientes jovens ou com boa elasticidade de pele. Se a pele é flácida, essa flacidez se acentuará, necessitando de um complemento cirúrgico (abdominoplastia) que irá corrigir tanto a lipodistrofia quanto a flacidez cutânea.

A cirurgia da lipo consiste em fazer a aspiração, ou sucção, da camada gordurosa por meio de cânulas de espessura variável (de 2 a 5 milímetros de diâmetro). Estas fazem movimentos de vai e vem, rompendo e sugando a gordura para dentro de coletores conectados ao aspirador. Uma conversa entre o médico e seu paciente vai avaliar a correta indicação do procedimento e a quantidade de gordura que poderá ser retirada. As regiões do corpo que mais incomodam os homens são abdome (cintura anterior, lateral e posterior) e região torácica pelo volume excessivo do peito (chamada de ginecomastia). As mulheres, normalmente se consultam por excesso adiposo nos culotes, flancos e abdome.

É importante esclarecer que as células de gordura removidas com a lipoaspiração, principalmente as do depósito genético, não voltam mais. O que pode acontecer é que aquelas que ficaram, ganhem um pouco de volume, formando novamente gorduras localizadas, caso o paciente voltar a engordar muito. Isso acontece porque não é tecnicamente correto a remoção de toda a gordura do local. É preciso deixar, no mínimo um centímetro de gordura, servindo de coxim entre a pele e o músculo.

Estas novas normas foram impostas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e visam dar mais segurança para os pacientes. O CFM impôs limites para a retirada de gordura: até 5% do peso corporal para lipoaspiração não infiltrativa, quando o cirurgião não injeta solução que pode diminuir o sangramento e até 7% do peso corporal para lipoaspiração infiltrativa, quando o médico usa soro fisiológico que ajuda a reduzir o diâmetro dos vasos sanguíneos, evitando perda de grande quantidade de sangue durante o ato cirúrgico. Estes valores podem ser removidos de até 40% da extensão do corpo. Em uma pessoa que pesa 70 quilos, por exemplo, o cirurgião poderá retirar até 5 litros de gordura.

Outra exigência é a presença de um anestesista durante a cirurgia, desde o momento em que o paciente é sedado até se restabelecer do processo anestésico. É fundamental que a lipoaspiração, como qualquer outro procedimento cirúrgico, seja realizada em ambiente hospitalar. Caso a pessoa apresente vários locais com gordura localizada em excesso, é preferível que a lipoaspiração seja feita em duas ou mais sessões, em um período que varia entre 4 e 6 meses, dependendo da recuperação do paciente. O Prof. Pitanguy alerta ainda que a lipoaspiração é uma cirurgia que requer habilidade e criatividade do cirurgião. Não se pode retirar gordura demais ou de menos. Há um limite de atuação e, caso ele não seja respeitado, poderão ocorrer complicações imediatas, como choque hipovolêmico (súbita e importante queda de pressão) ou embolia, que representam risco de vida. As complicações tardias mais comuns são: alteração da coloração da pele e depressões ou nodulações da superfície cutânea. Uma lipoaspiração excessiva pode acarretar flacidez cutânea, que exigirá novo procedimento cirúrgico para ser corrigida.

Todo ato cirúrgico oferece riscos. Daí a importância de procurar cirurgiões especializados em cirurgia plástica, quando a pessoa desejar uma lipoaspiração ou qualquer outro procedimento cirúrgico. O cirurgião plástico é um profissional altamente capacitado para realizar qualquer tipo de cirurgia de sua área. Além disso, há uma sociedade, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, muito respeitada no Brasil e no exterior, que confere título de especialista àquele que teve uma formação mínima de 2 anos em Cirurgia Geral e 3 anos em Cirurgia Plástica, devendo o cirurgião ainda prestar rigoroso exame para obtenção do título. Infelizmente, algumas pessoas, visando minimizar os custos, submetem-se a operações com médicos que não são especializados, arriscando resultados indesejáveis.

Prof. Dr. Ivo Pitanguy é Prof. Titular dos Cursos de Pós-Graduação e Mestrado  da PUC-RJ e do Curso de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas; Membro Titular da Academia Nacional de Medicina e autor do capítulo de cirurgia plástica do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Artigo do livro. Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte.

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