Os índices de tolerância do chamado colesterol ruim, um dos vilões da saúde, vão ficar mais rígidos para os brasileiros. A partir de agora, segundo a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o nível ideal de colesterol-LDL em pacientes de alto risco baixa de 100 miligramas por decilitro para 70 mg por decilitro. O objetivo é garantir tanto aos médicos como a pacientes, o melhor tratamento e os benefícios da redução do risco cardiovascular.

As orientações da 5ª Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose para classificar o risco dos pacientes também mudaram, e neste ponto as mulheres são as mais atingidas. Até hoje, pessoas do sexo feminino são classificadas como pacientes de alto risco quando têm mais de 20% de possibilidade de morte ou infarto do miocárdio nos próximos 10 anos.

Com a nova diretriz, uma chance maior do que 10% já deve acender o sinal amarelo no consultório médico para o risco de doença aterosclerótica coronária, derrame, insuficiência vascular periférica ou insuficiência cardíaca. Esta probabilidade é calculada de acordo com a presença e a magnitude dos fatores como idade, níveis de pressão arterial sistólica, valores iniciais do colesterol total e HDL-colesterol, tabagismo e a presença de diabetes mellitus.

Aquelas consideradas de baixo risco (<5%) se tiverem história familiar de doença coronária precoce passam a risco intermediário, onde a meta do LDL-colesterol é < 100 mg/dL. No risco intermediário (entre 5 e 10%) podem ser usados fatores agravantes, como marcadores inflamatórios, exames para detecção de aterosclerose sub-clínica, que quando presentes, reclassificam estas mulheres em risco intermediário para alto risco.

“A nova Diretriz procura reduzir a chance de erro ao se estimar o risco individual, com maior rigor em todos esses aspectos, pois antes os escores de risco não contemplavam a história familiar de doença cardiovascular prematura, também subestimavam o risco entre as mulheres, os indivíduos jovens - naqueles com fatores de risco muito alterados ou extremos - e na avaliação em longo prazo.

Além disso, os escores não contemplavam a síndrome metabólica, condição que associa a obesidade abdominal. A nova diretriz também propõe metas lipídicas mais agressivas com base em evidências de que reduções de cerca de 40 mg/dL no LDL-colesterol são acompanhadas de taxas de eventos cardiovasculares 20% menores, porém, reduções de 80 ou até de 120 mg/dL se acompanham de redução de eventos da ordem de 40 a 50%, com segurança”, afirma a Dra. Maria Cristina Izar, cardiologista, Livre Docente em Cardiologia e Professora afiliada da Disciplina de Cardiologia da UNIFESP.

As mudanças no estilo de vida e na alimentação são a primeira linha de defesa contra o colesterol elevado. A redução do peso, e menor ingestão de gordura saturada e gordura trans desempenham um papel importante neste contexto. Como também, a ingestão de fibras solúveis e fitoesteróis que são aliados na redução do colesterol alto. Hoje em dia, existem alimentos enriquecidos com a quantidade necessária de fitoesteróis por dia, como por exemplo, cremes vegetais. Sendo necessário o consumo de apenas duas porções para atingir a recomendação, que é de 1,6 a 2 g por dia.

“Os fitoesteróis, também chamados de esteróis vegetais, são um grupo de compostos naturalmente presentes em leguminosas, sementes, frutas, hortaliças, nozes e cereais. Têm estruturas e funções semelhantes às do colesterol e, por isso, quando consumidos, ocupam o lugar do colesterol nas micelas (responsáveis pelo transporte das gorduras até as células do intestino), diminuindo assim sua absorção, sendo eliminados através das fezes. Essas substâncias, aliadas a uma dieta balanceada e hábitos de vida saudáveis, promovem a redução do colesterol ruim (LDL) no sangue”, finaliza a Dra. Maria Cristina.

A prática regular de exercícios físicos em conjunto com dieta balanceada são componentes chave de uma vida mais saudável.

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