O aparecimento súbito de uma paralisia afetando a musculatura da face é uma situação neurológica que torna necessária uma avaliação clínica. Esta avaliação tem por finalidade:

• Verificar se a paralisia facial pode ser devida à uma lesão no sistema nervoso central, podendo representar, por exemplo, a existência de um quadro vascular agudo;
• Verificar se a paralisia facial pode ser devida à lesão periférica do nervo facial, tendo, portanto, um caráter mais benigno.

O neurologista Prof. Dr. Milberto Scaff explica que esta diferenciação é feita principalmente pela análise dos músculos afetados. Quando toda uma hemiface é afetada — paciente desvia a boca para o lado contrário, não fecha o olho do lado paralisado, não enruga a testa do lado paralisado — o quadro mais provável é de uma paralisia facial do tipo periférica. Este tipo de paralisia pode ser desencadeada por vários fatores:

• Infecções virais: admite-se ser a causa mais frequente. Destes agentes virais, chamamos a atenção para o vírus varicela-zoster que, quando afeta o nervo facial, além de determinar paralisia, causa erupção na orelha do lado da paralisia;
• Agentes anestésicos: eventualmente, anestesias locais para procedimentos odontológicos podem difundir através da face e determinar bloqueio do nervo facial;
• Doenças metabólicas: pessoas portadoras de diabetes mellitus têm risco aumentado de desenvolverem paralisia facial periférica;
• Infecções de ouvido (otites): o nervo facial passa nas proximidades do ouvido médio. Processos infecciosos da região, por contiguidade, podem afetá-lo;
• Fatores físicos: eventualmente, a ação de agentes físicos, como gelo ou ar gelado, pode desencadear uma paralisia facial tipo periférica.

As paralisias faciais periféricas costumam ter uma evolução benigna, independentemente da atuação médica. Porém, uma certa porcentagem de pacientes podem ficar com sequelas definitivas. Estas sequelas, entretanto, têm muito mais um caráter estético que funcional. Faz exceção o risco de lesões da córnea no lado paralisado, pela dificuldade que o paciente apresenta de fechar o olho. Daí a necessidade de extrema proteção da córnea durante a fase aguda da paralisia, com colírios, pomadas e oclusão palpebral.

Conteúdo do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Capítulo de Neurologia. Médico responsável Prof. Dr. Milberto Scaff.

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