A palavra tireoide é originária do latim e significa forma de escudo. Em 1656, Thomas Warton escolheu essa denominação porque acreditava-se que a única função da tireoide era estética, tornando o pescoço mais bonito.

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto). A tireoide é responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo. Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Problemas na tireoide têm interferência direta na vida da pessoa, tais como:
• Crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes;
• Regulação dos ciclos menstruais;
• Fertilidade;
• Peso;
• Memória;
• Concentração;
• Humor;
• Controle emocional.

É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo. Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo). Diagnosticar as doenças da tireoide não é complicado e o tratamento pode salvar a vida da pessoa.

Hipotireoidismo (falta de hormônios da tireoide)
Se a produção de “combustível” é insuficiente provoca hipotireoidismo. Tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem, também, diminuição da capacidade de memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, pele seca, ganho de peso, aumento nos níveis de colesterol no sangue e até depressão. Na verdade, o organismo nesta situação tenta "parar o indivíduo", já que não há “combustível” para ser gasto.

Alguns sintomas do hipotireoidismo:
• Depressão;
• Desaceleração dos batimentos cardíacos;
• Intestino preso;
• Menstruação irregular;
• Diminuição da memória;
• Cansaço excessivo;
• Dores musculares;
• Sonolência excessiva;
• Diminuição da libido;
• Pele seca;
• Queda de cabelo;
• Ganho de peso;
• Aumento do colesterol no sangue.

Algumas das causas do hipotireoidismo são a Tireoidite de Hashimoto (doença autoimune), a retirada cirúrgica da tireoide ou tratamentos com iodo radioativo. Algumas crianças já nascem com hipotireoidismo ou porque não têm a tireoide ou porque a mesma não funciona bem. No popular teste do Pezinho faz-se o diagnóstico e a criança deverá ser tratada o mais rápido possível. O tratamento é para a vida toda.

Hipertireoidismo (a glândula da tireoide é hiperativa e produz excesso de hormônios tireoidianos)
Se há produção de “combustível” em excesso acontece o contrário, o hipertiroidismo. Nesse caso, tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Tanto no hipo como no hipertireoidismo, pode ocorrer um aumento no volume da tireoide, que chama-se bócio, e que pode ser detectado, através do exame físico. Problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres.

Conheça, abaixo, alguns sintomas de hipertireoidismo:
• Dificuldade de dormir;
• Aceleração dos batimentos cardíacos;
• Intestino solto;
• Agitação;
• Muita energia, apesar de muito cansaço;
• Queda de cabelos;
• Calor e suor exagerado;
• Menstruação irregular.

O hipertireoidismo pode ser causado por uma doença autoimune (o próprio corpo produz proteínas que “atacam” o órgão) chamada Doença de Graves. Outra doença da tireoide chamada Bócio multinodular também pode produzir hormônios em excesso. Clique no link e conheça outras causas do hipertireoidismo.

Nódulos na tireoide
Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida, o que não significa que sejam malignos. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa e a palpação da tireoide é fundamental para isso. Este exame é simples, fácil de ser feito e pode mudar a história de uma pessoa. Uma vez identificado o nódulo, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não do câncer.

Dados Estatísticos
Cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm acima de 60 anos manifestam algum problema na tireoide. Porém é importante estar atento pois todas as pessoas, independente de sexo e idade, estão sujeitas a alterações desta glândula.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; Site Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel)

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