A causa mais frequente para indicação de remoção do útero está relacionada aos miomas e/ou adenomiose.

A adenomiose é a endometriose interna, o que significa que o tecido menstrual, (que deve estar limitado à cavidade interna do útero), passou a penetrar na sua parede, podendo, assim, condicionar hemorragias. Existe, também, os tumores malignos como o carcinoma de endométrio e o câncer de colo do útero.

Em relação aos miomas, a principal indicação de retirada de útero é a dor, o aumento muito grande de volume ou a hemorragia. Nesses casos, quando a mulher já teve todos os filhos que desejou ter, poderá ser indicada a remoção do útero (histerectomia). Atualmente, existem alternativas no tratamento e cada caso precisa ser avaliado criteriosamente, esclarece o Prof. Dr. Thomaz Gollop, autor do capítulo de ginecologia do livro Medicina, Mitos e Verdades (Carla Leonel). “A retirada do útero tem um significado psicológico muito importante para um bom número de mulheres e é necessário que um médico avalie as repercussões emocionais de uma eventual cirurgia para a mulher”, lembra o especialista.

Já no caso de remoção dos ovários, o desejo sexual da mulher pode sofrer alteração já que ela entra em uma menopausa cirúrgica, tal como ocorre na menopausa fisiológica.  Caso existam sintomas de falta de hormônios, fato frequente nesses casos, há necessidade de reposição hormonal. Por essa razão que algumas medicações hormonais são prescritas, pois promovem o equilíbrio de estrógenos, progesterona e testosterona para condicionar uma homeostase (equilíbrio) que devolva a estimulação sexual normal. A remoção dos ovários se faz necessária em função de tumores benignos e malignos e, também, devido à endometriose cística (formação de uma cavidade no ovário em função da endometriose).

Nos casos de endometriose cística, quando a mulher ainda está em idade reprodutiva, é possível retirar apenas a área com endometriose e a cápsula que a envolve, deixando assim o ovário remanescente para permitir uma futura gravidez. Atualmente, devemos mencionar as cirurgias minimamente invasivas feitas por histeroscopia, como a ablação do endométrio (retirada do endométrio), que determina a parada da menstruação e poderá ser um elegante método cirúrgico no lugar da histerectomia (retirada total do útero).

Em situações como mioma ou endometriose, a ablação do endométrio poderá retirar o sintoma da hemorragia e as dores por meio de uma cirurgia econômica que mantém o útero. É evidente que as cirurgias minimamente invasivas tem indicações precisas e não são indicadas para o tratamento de tumores malígnos.

“Na cirurgia ginecológica moderna procuramos sempre manter os ovários. Mas, quando há necessidade de removê-los por algum motivo específico, a reposição hormonal resolve o problema”, enfatiza o ginecologista.  Por outro lado, é recomendável remover as trompas quando se realiza a histerectomia (retirada do útero) por doenças benignas, e o argumento para tal conduta é simples: ao retirar o útero e manter as trompas, elas frequentemente se transformam em cistos. O problema que reside nesta situação é a mulher já na pós-menopausa possuir um tumor pélvico que, apesar de provavelmente ser benigno, não deixa de ser uma preocupação. Consequentemente, acaba sendo motivo de uma nova intervenção cirúrgica, que poderia ter sido evitada. Mas há uma razão maior para a retirada das trompas: prevenir 80% dos casos de câncer de ovário.

*Conteúdo do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Capítulo de Ginecologia. Médico responsável Prof. Dr. Thomaz Gollop. Proibida reprodução sem citar a fonte com link da matéria original.

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